
Na próxima terça-feira, 9/6, 14h, online, vamos realizar a segunda edição do Geia Experimenta, encontro dedicado à apresentação de práticas críticas e experimentais com sistemas de inteligência artificial generativa. Desta vez, recebemos André Furtado, pesquisador que atua na intersecção entre arte, comunicação e cultura digital. Com trajetória ligada ao audiovisual e ao entretenimento, tendo trabalhado para marcas dos grupos Turner International e Paramount Global, hoje lidera a área de criação e plataformas no Itaú Cultural. É mestre em Comunicação Digital e Cultura de Dados pela Fundação Getulio Vargas, onde desenvolveu a pesquisa que dá nome ao encontro: Prompter Hacker: linguagem e inteligência artificial generativa como campo de disputa.
A investigação toma a linguagem natural, operada via prompts, como terreno de disputa política, comunicacional e estética. Parte-se da hipótese de que o atual ecossistema de automação da linguagem reorganiza regimes de verdade, autoria e produção de sentido, deslocando a agência humana para infraestruturas digitais privadas, opacas e extrativistas. Diante disso, o conceito de Prompter Hacker emerge como prática crítica de interação com as IAGs: o prompt compreendido como gesto implicado e insurgente, capaz de tensionar a homogeneização estatística produzida pelos grandes modelos de linguagem.
O trabalho articula ensaio teórico, experimentação artística e análise de conteúdo, propondo a matriz simbólica P.A.C.T.O: Provocação, Abstração, Contradição, Transformação e Ocupação como protocolo de uso crítico das IAGs. Seu desdobramento prático se materializa no site-galeria prompterhacker.io, concebido como obra-experimento em si, em que forma, funcionamento e mediação algorítmica tornam-se parte indissociável do campo de disputa investigado. O ambiente abriga inclusive um agente de IA treinado especificamente com os textos da pesquisa, idealizado como encenação crítica e dispositivo de mediação não pacificada.
O Geia Experimenta II dialoga diretamente com as linhas de pesquisa do GEIA, sobretudo no que tange aos processos criativos e à experimentação contra-hegemônica com tecnologias de IA. O encontro convida estudantes, pesquisadores, artistas e comunicadores a pensarem coletivamente as possibilidades de ocupação crítica das infraestruturas generativas, em um momento em que naturalizar usos meramente instrumentais dessas tecnologias significa, também, abrir mão de incidir sobre seus arranjos de poder. Mais informações sobre a pesquisa em prompterhacker.io.
ONDE:
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